Evento será no dia 30 de março, em São Paulo, e discutirá, entre outros temas, crédito para o agro, gestão de riscos e insegurança climática
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luiz Fux, participará do Congresso Brasileiro de Direito do Agronegócio (CBDA), no dia 30 de março no Hotel Renaissance, em São Paulo. O ministro fará a palestra inaugural com o tema “Ordem Econômica e Segurança Jurídica”. O evento está em sua 6ª edição e é uma realização do Instituto Brasileiro de Direito do Agronegócio – IBDA.

Após a palestra acontecerá o painel “Reforma do Estatuto da Terra e Aplicação do Marco Temporal”, moderado por Jerônimo Goergen, presidente da Associação das Empresas Cerealistas do Brasil (ACEBRA) e da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (APROBIO). Participarão como debatedores:
- Antonio Cabrera, produtor rural e ex-Ministro da Agricultura (1990 a 1992),
- Diego Viegas Veras, Juiz Auxiliar no Supremo Tribunal Federal (STF),
- Elias Marques de Medeiros Neto, sócio de Resolução de Disputas do escritório TozziniFreire Advogados e
- Luís Inácio Lucena Adams, Advogado-geral da União (2009 a 2016).
Segundo Goergen, a discussão sobre a modernização do Estatuto da Terra é absolutamente necessária para adequar a legislação agrária à realidade do Brasil de hoje, fortalecendo a segurança jurídica, a livre iniciativa e o desenvolvimento sustentável no meio rural.
“Nesse sentido, a proposição de minha autoria — o Projeto de Lei nº 6.092-A/2019, que atualiza dispositivos do Estatuto da Terra para conferir maior autonomia aos contratos agrários e refletir as transformações do setor produtivo — reforça a importância de avançar em normas que favoreçam a produção e a função social da terra”.
Jerônimo Goergen – Presidente da APROBIO e ACEBRA
Para Goergen, o debate sobre a aplicação do Marco Temporal na demarcação de terras indígenas representa um componente jurídico essencial para reduzir conflitos fundiários e promover um ambiente legal mais previsível para todos os agentes envolvidos. A busca por segurança jurídica não é apenas um princípio técnico, mas uma condição para gerar empregos, renda e investimentos no campo.
“O painel representa uma oportunidade qualificada de diálogo técnico e institucional, reunindo diferentes visões para contribuir com soluções equilibradas, responsáveis e alinhadas ao futuro do país e do setor agropecuário”.
Jerônimo Goergen – Presidente da APROBIO e ACEBRA
O Congresso abordará ainda temas como seguro e financiamento rural regulamentação e transição da Reforma Tributária e incentivos à segurança climática, divididos em outros três painéis.




