Excesso de chuvas no estado de Mato Grosso dificulta colheita de soja e implantação da segunda safra, com riscos de perdas na qualidade dos grãos
Volumes acima da média
Em fevereiro, os acumulados de chuva já ultrapassaram 200 mm no Norte do estado. No município de Sorriso, foram registrados 254,2 mm, enquanto em Cotriguaçu o volume chegou a 318,4 mm. Esses valores se aproximam ou superam a média histórica do mês, que varia entre 250 e 350 mm na região.
Impacto na colheita
A persistência das chuvas ao longo do dia, diferente do padrão típico de pancadas no final da tarde, tem mantido o solo encharcado. Isso reduz a janela operacional para a colheita e eleva o risco de descontos na qualidade dos grãos. O aumento da umidade também favorece o desenvolvimento de doenças fúngicas, comprometendo o padrão comercial da produção.
Prejuízos na 2ª safra
As condições adversas tendem a impactar o calendário de implantação das culturas na 2ª safra, como milho e algodão. Com o solo saturado, o plantio dessas culturas pode ser atrasado, afetando o ciclo produtivo e o planejamento do produtor. Clique aqui e acompanhe o agro.
Previsão para os próximos dias
Mapa de previsão de excesso hídrico para o período de 19 a 22 de fevereiro em Mato Grosso (MT)
A previsão do tempo indica continuidade de chuva nos próximos dias, com volumes entre 70 e 150 mm. Esse cenário tende a manter o excedente hídrico no solo, especialmente no extremo norte de Mato Grosso, onde os níveis de saturação devem permanecer elevados até o final da semana.
Recomendações para o produtor
Para mitigar riscos operacionais, recomenda-se o acompanhamento diário das atualizações meteorológicas do INMET e o monitoramento da umidade do solo. O planejamento das atividades agrícolas deve ser ajustado conforme as condições climáticas, priorizando a qualidade dos grãos e a eficiência das operações de campo.