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Homologação da raça Berganês amplia opções para produção de carne ovina no país

Dannì Galvão
26/05/2026 às 10:29
Raça Berganês

Reconhecida oficialmente pela Arco em Pernambuco, Berganês passa a ter padrão racial definido, livro genealógico próprio e regras de seleção, veja a seguir

A homologação da raça Berganês durante a Caprishow, em Dormentes (PE), abre uma nova etapa para a seleção genética de ovinos voltados à produção de carne no Brasil. Com o reconhecimento oficial pela Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (Arco), a raça passa a ter padrão racial definido, livro genealógico próprio e regras específicas para registro, identificação e reprodução dos animais.

A cerimônia de homologação contou com a participação do ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, do presidente da Arco, Edemundo Gressler, da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, da prefeita de Dormentes, Corrinha de Geomarco, e de outras autoridades. A presença das lideranças marcou o reconhecimento oficial da raça Berganês como a 33ª raça ovina homologada pela entidade.

Realizada no Sertão pernambucano, a Caprishow é uma das principais feiras de caprinos e ovinos do Nordeste. O evento reúne exposição de animais, leilões, concursos, cavalgadas e palestras técnicas, além de mobilizar produtores, técnicos e lideranças ligadas à economia rural da região.

O presidente da Arco, Edemundo Gressler, destaca que a oficialização permite iniciar um trabalho técnico de acompanhamento da raça. Segundo o dirigente, a entidade passa a atuar no registro, na seleção genética e no controle das gerações, com o objetivo de futuramente integrar a Berganês ao sistema de pedigree.

Resultado do cruzamento entre as raças Bergamácia e Santa Inês, a Berganês é especializada na produção de carne.

edemundo gressler
Edemundo Gressler – Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO)

“Os animais se destacam pelo grande porte, elevada fertilidade e alta prolificidade, características que reforçam o potencial produtivo da nova genética”.

Edemundo Gressler – Presidente da Associação Brasileira de Criadores de Ovinos (ARCO)

O dirigente ressalta ainda a capacidade de adaptação da raça a diferentes regiões do país. Embora tenha forte aptidão para o Nordeste, a Berganês também pode apresentar bom desempenho no Sul, especialmente no Rio Grande do Sul, por desenvolver uma lanugem de proteção herdada da Bergamácia, característica que favorece a adaptação aos períodos de frio.

Gressler afirma que a raça pode contribuir tanto para a produção comercial quanto para cruzamentos industriais. “O desempenho produtivo e a rusticidade tornam a Berganês uma alternativa viável para criadores interessados em melhorar os índices de produção de carne ovina no país”, afirma.

Para o presidente da Arco, o Brasil passa a contar com mais uma alternativa genética voltada à produção de carne ovina. A entidade deve iniciar os trabalhos de registro e acompanhamento genético dos animais a partir da homologação. Clique aqui e acompanhe o agro.

Texto: Artur Chagas/AgroEffective

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